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12.6.11


13º Parte

Peguei na mão do João. Ele ainda estava desconfiado com a surpresa que eu lhe queria fazer.

J: Rita, onde me queres levar?
R: Calma. Estamos quase. Tens de aprender a ter paciência.
J: Fogo.

Estava-mos a chegar. Os olhos do João iluminavam-se cada vez mais.

J: Parece-me que conheço este sítio. Cheira a mar, este barulho das ondas, as gaivotas. Não acredito que me vieste trazer aqui. Já não 
sei há quantos anos não vinha aqui.

O João, antes de ir viver para a casa onde está, vivia nesta praia. Numa casa não muito grande mas mesmo assim muito bonita. 

R: Sabes, antes de ir ter contigo, perguntei à tua mãe um sítio que te iria animar. Disse-me um atalho e aqui estamos. Até me deu as chaves.
J: Vamos entrar? Já nem sei como é aquilo por dentro.
Entreguei-lhe as chaves. Mal entrou parecia uma criança a entrar num parque de diversões.
R: Estás feliz?
J: Estou um pouco melhor. Anda, quero-te mostrar o meu antigo quarto.
R: Ainda tem alguma coisa?
J: Tem, a minha mãe durante um ano ainda vinha aqui passar uns meses de férias mas depois achou melhor ficar com a casa para convidados.
R: Mas a casa é mesmo linda.

Enquanto entrava no quarto, o João tirava uns cobertores do armário.

J: É melhor ficar-mos aqui hoje. Está escuro e é perigoso andar por aqui à noite.
R: Sim por mim pode ser.

Fiz lhe um sorriso. Ele retribuiu. Depois de ter metido os cobertores em cima da cama e de se ter deitado, decidi fazer-lhe companhia.

J: Sabes que eu amo-te muito e que independentemente de tudo, serás sempre a melhor namorada do mundo não sabes?
R: Sei pois. E tu sabes o mesmo. És o meu namorado e melhor amigo. Confio plenamente em ti.

Fizemos um pouco de silêncio. Estava com a cabeça deitada no ombro do João.

J: Confias mesmo em mim Rita?
R: Claro que confio João.

Dou-lhe um beijo. Estávamos cada vez mais juntos um do outro. A nossa respiração tornara-se uma só.

(continua) 

5.6.11


9º Parte

R: Que queres? Quero ir ver um filme com o João. 

M: E já vais. Sentem-se aqui por favor.
R: Importas-te de falar? Está frio.
M: Bem, sei que andas em baixo e que não gostas da ideia de ir para a Suiça e por isso, o teu pai pediu para que o emprego fosse cá, em Portugal. Eles têm uma firma cá também.
R: A serio?


Olho para o João, e ele para mim. Ficamos os dois sem reacção.

R: Obrigada mãe e desculpa como te falei mas estava enervada com esta situação toda.

M: Não te preocupes. Sei o que passavas. 
R: Agora vamos para dentro. Está frio.
M: João, se quiseres e como está a ficar tarde podes passar cá a noite. Eu ligo para a tua mãe.
J: Sim, pode ser, obrigado.


Entramos no meu quarto, e ainda conseguimos ouvir a minha mãe a falar com a mãe do João.

R: Que filme, queres ver?

J: O que tens ai princesa?
R: Tenho isto


Mostro-lhe uma caixa cheia de DVD’S e então, ele tirou um filme de terror.

J: Vamos ver este ou tens medo?

R: Se tiver medo faço-te de urso de peluche fofinho.
J: Ah está bem então.


Levantei-me do chão, enquanto o João metia o DVD no leitor de CD’S. Enquanto isso, desliguei a luz do meu quarto e pôs-me confortável em cima da minha cama, passado um minuto, o João fez-me companhia. Vimos o filme até ao fim.

J: Princesa já tás com sono?

R: Não e tu?
J: Também não.
R: Queres comer alguma coisa?
J: Por mim pode ser amor. Vamos à cozinha?
R: Sim, vou buscar bolachas espera ai.


Calcei-me e dirigi-me para a cozinha. Peguei numas bolachas que estavam em cima da mesa e foi para o quarto. Estava lá o João, com aqueles olhos verdes, deitado na cama a olhar para cima. Entrei e fechei a porta sem que ele percebe-se. Cheguei-me perto da cama e tapei-lhe os olhos e dei-lhe um beijo. Estava-mos cada vez mais íntimos até que ouvimos a porta a bater. Paramos com o que estávamos a fazer e compusemos nos.

M: Está tudo bem?

R: Sim mãe, não te preocupes.


Deitou-nos um olhar de ‘está tudo bem, por isso vou embora’ e fechou a porta. Olhei para o João, e ele para mim.

J: Rita é melhor pararmos. O momento que tinha-mos passou, quando a tua mãe entrou.

R: Eu sei amor, vamos dormir sim?
J: Claro amor.


Adormecemos, os dois juntos.

(continua)


4.6.11


8º Parte

Acordei e reparei que eram 12:30h. A minha mãe já tinha saído com o meu pai. Levantei-me, foi tomar um duche, vesti-me e foi comer alguma coisa. Enquanto fazia isso, mandava uma mensagem ao João.

R: Bom dia amor.
J: Bom dia, já sabes o porquê da tua mãe ter estado a olhar para nós ontem daquela maneira?
R: Não, acordei agora e ela já tinha saído  com o  meu pai.
J: Ok, queres ir dar um passeio?
R: Claro, anda ter daqui a pouco a minha casa, vou acabar de comer e vou me arranjar. Até já príncipe.
J: Até já princesa.

Peguei no prato, arrumei-o e dirigi-me ao meu quarto para me acabar de arranjar. Ouvi a campainha a tocar. Era o João. Abri a porta e dei-lhe uma grande beijo.

R: Vamos ficar por aqui ou vamos sair?
J: Vamos sair amor?
R: Por mim pode ser.

Quando estava a sair, dou de caras com a minha mãe.

M: Rita, preciso de falar contigo e isto não pode passar para amanhã.
R: Não temos nada para falar. Eu vou sair, não sei se venho jantar.
Peguei na mão do João e sai.
J: Parecia que a tua mãe queria te dizer uma coisa muito importante. Devias ter falado com ela.
R: João, já sei como é que é. Não a estou para ouvir, nem mesmo para lhe falar. Bem, hoje vamos jantar os dois, eu pago.
J: Se insistes tá bem.

Soltamos os dois um riso. 

R: Amo-te sabes?
J: Claro que sei, independentemente de tudo o que possa acontecer daqui para a frente és e serás sempre a mulher da minha vida, Rita.
R: E tu, o homem da minha vida.

Jantamos, e fomos dar um passeio.

R: Queres ir para minha casa? Está a ficar frio, vamos e vemos um filme.
J: Claro. Vou só ligar à minha mãe, e dizer-lhe que hoje, vou chegar mais tarde.
R: Ok.

Enquanto o João ligava à mãe, decidi mandar uma mensagem à Sofia.

R: Olá melhor <3.
S: Não sabes onde estou amor ;o
R: Onde, onde?
S: Estou a chegar a tua casa. *o*
R: Jura? Ai que bom amor, estava cheia de saudades tuas.
S: E eu tuas!

Cheguei a casa, a minha mãe estava cá fora à minha espera.

M: Temos de falar, e à olá João.

(continua)

11.5.11


Deixa-me contar-te uma história. É de uma jovem que conheceu um rapaz que lhe mudou a vida, o mundo, o pensamento, e tudo mais. Era uma tarde de verão e ela estava a ler um livro com o seu mp3. Coisa habitual dessa rapariga. Nesta altura as suas duas paixões era ler e ouvir musica. Um dia, um rapaz, sentou-se no banco em que essa rapariga estava. Ela achou-o um pouco estranho. Ele por sua vez, achou-a uma pessoa maravilhosa, mesmo tendo-a vendo uma vez. Essa rotina repetiu-se vezes, e vezes sem conta. O rapaz olhava  para ela e quando ela percebia olhava de volta para ele e quando esses olhares se encontravam desviam-nos e sorriam. Até que um dia, esse rapaz quebrou o gelo e eles começaram a falar. Ao principio era só 'olás' e 'que estás a ler?'. Depois começaram a falar ainda mais. Começaram a sair e a começar a falarem de maneiras diferentes um para o outro. Ao inicio foi uma sensação estranha. Não sabiam o que era aquilo. O Verão estava quase a acabar e eles ainda sentiam aquela ligação. Encontravam-se no banco, todos os dias. Até que o Verão acabou. Eles não sabiam como iria ser daqui para a frente. Podiam não ser da mesma escola ou da mesma turma até. A escola tinha começado e por surpresa dessa rapariga, quando ia a entrar para a sala foi que, estava lá, o rapaz por quem ela tinha uma paixão secreta que, até ela ainda não sabia bem. Ele olhou para ela e sorriu. Ela retribuiu o sorriso. Ela foi-se sentar à beira dele. Conversaram, riram, sorriram, trocaram olhares e palavras, e, trocaram sentimentos. Um dia, essa rapariga acordou e, sentiu que as horas que estava sem ver o rapaz pareciam anos. Por sua vez o rapaz sentiu o mesmo. Chegaram à escola e a rapariga encontrou o rapaz, sentado num banco com uma rosa na mão. Ela ignorou um pouco os seus pensamentos por um pouco e foi falar com ele. Ele olhou para ela com os seus olhos verdes, levantou-se pousou a flor e deu-lhe um beijo. Deixou a rapariga sem oportunidade para falar mas, ele fez o que ela queria fazer. Agora faça chova faça sol, ninguém os separa nem mesmo o tempo.